Imuno-oncologia no melanoma cutâneo


Quando células normais se transformam e se tornam malignas, num primeiro momento são detectadas e ...


Quando células normais se transformam e se tornam malignas, num primeiro momento são detectadas e eliminadas pelo sistema imunológico (Eliminação – imunovigilância do câncer). Às vezes, algumas células cancerosas persistem, mas o sistema imunológico impede o crescimento do tumor (Equilíbrio – estado de dormência do câncer). Com o tempo, as células malignas adquirem mutações, formam uma variedade de células heterogêneas e algumas delas adquirem a capacidade de se esquivar do sistema imunológico, resultando em doença clinicamente aparente (Escape – progressão do tumor). A defesa do sistema imunológico é importante para todos os tumores, mas parece que em alguns como o Melanoma Cutâneo e Carcinoma Renal de Células Claras esta participação é ainda maior, por serem mais imunogênicos.

A incidência do melanoma cutâneo vem aumentando continuamente no mundo todo, mais do que qualquer outro tipo de câncer. Os avanços da imunoterapia e da terapia alvo tem melhorado significativamente a sobrevida dos pacientes portadores de melanoma.

A imunoterapia promove ativação do sistema imunológico (células T) contra as células tumorais, permitindo que o próprio organismo reconheça o câncer como algo estranho e nocivo e passe a combate-lo, inclusive na fase de escape do tumor. A imuno-oncologia inclue as vacinas, citocinas, anticorpos monoclonais direcionados ao câncer (terapia alvo) e inibidores de receptores que modulam a resposta imunológica (imunoterápicos). Tres anticorpos monoclonais estão aprovados no Brasil como agentes imunoterápicos para o tratamento do melanoma cutâneo: o ipilimumabe (anti-CTLA4; Yervoy) e os anti-PD1 pembrolizumabe  (Keytruda) e nivolumabe (Optivo). Aproveitando o sistema imunológico inerente ao organismo apresenta menor toxicidade aguda ao tecido normal em comparação à quimioterapia citotóxica.

Estas novas medicações tem aumentado a sobrevida livre de doença e a sobrevida global destes pacientes. O potencial para a memória imunológica de longo prazo contribui para a prevenção de recaídas e ainda uma cura de longa vida.

Respostas duradouras tem sido obtidas em uma proporção grande de pacientes e a cura deve estar sendo atingida para alguns deles. A combinação dos inibidores de ponto de checagem parece ser mais efetiva, porém aumenta os efeitos adversos.

Referências

Burstein HJ, Krilov L, Aragon-Ching JB, Baxter NN, Chiorean EG, Chow WA, De Groot JF, Devine SM, DuBois SG, El-Deiry WS, Epstein AS, Heymach J, Jones JA, Mayer DK, Miksad RA, Pennell NA, Sabel MS, Schilsky RL, Schuchter LM, Tung N, Winkfield KM, Wirth LJ, Dizon DS. Clinical Cancer Advances 2017: Annual Report on Progress Against Cancer From the American Society of Clinical Oncology. J. Clin. Oncol. 2017 Feb 01 [Epub ahead of print]:JCO2016715292. doi: 10.1200/JCO.2016.71.5292. PMID: 28148207

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